20070922

conjuntura.





A vida que tanto me escapa
como se fosse água
e como posso eu encher
minha mão debaixo da catarata.

Tantas vezes sonhei
Tantas vezes durmi pensando
Tantas vezes devaniei
em te ter ao meu lado
em encostar o meu nariz no seu
em cheirar, sentir o seu pescoço
e acariciar a sua nuca,
mexer nos seus cabelos cacheados
em moder seu ombro,
levianamente encostando minha mão gelada
em sua orelha quente,
para lhe sussurar seu
nome que me tira palavras.

No silêncio a gente se comunica
no escuro
das palavras
nós nos amamos
pois é na solidão dos sentimentos
que nós transamos.

cocoon (asteroide H0212)


Na pequena imensidão que chamamos de Planeta, o menino senta-se sozinho observando as estrelas. Elas sempre tão bonitas e brilhantes, parecem até como se fosse a esperança rígida, uma prosopéia metafísica. Na sua inocência infantil, ele tenta agarrar as estrelas com suas mãos apenas para ser enganado por seus olhos negros. Cutuca a cabeça e mexe em sua cabeleira dourada. Irritado, levanta-se e começa a andar em círculos. Armando algum plano para agarrar a tão almejada esperança, ele sobre em cima da árvore e novamente estende seu curto braço apontando para as estrelas. “Curto demais” diz o menino, claramente frustrado com seu porte físico. Horas passam e as estrelas pedem licença para dormir. Escuro. Pequenas lágrimas saem do olho do menino, não por não ter conseguido mas sim por não ter podido continuar.

20070921

A primeira impressão não é a que fica.

 28 de outubro, 2004

                                                                                                                 Minha vida tem sído fútil, e continua sendo, mas ela é tão razoavel e agradável que não posso reclamar. Nestes últimos tempostenho refletido pouco, considero isto produtivo. Ser mais velho no colégio tem sído bem 
legal, mudando um pouco os áres da minha antisocialização escolar. 
Tenho ficado muito amigo do **** ultimamente, acho que uma das poucas pessoas que restam no Abitur que posso considerar "legal".
Na semana do saco cheio fui a casa dele, muito legal... foi o ***, o amigos deles um tal de ********, 
o furacão e mais alguns.  
Encontrei a ****** lá no guarujá, foi legal, fazia tempo que não a via. Dançamos muito "Yeah"... conheci tambem uma menina que ficou com o ****, chama-se *******... cabelos negros encaracolados, blusinha branca, parece que conheço a anos, era do porto, talvez por isso. Achei ela meio boba já que, diz a irmã do ****, ela pediu pro **** não beijar ninguem e a voz dela, meio estridente, não combina com este tipo de ordem ou pedido. ****, nos nossos papos pré-sono, explicou que ela era meio estranha mesmo, vai saber.
       Sinto que aproximo-me de algum encalço grande no futuro ou talvez seja o ar de felicidade que apareceu com este convivio fraternal com os meus amigos recentes e ter novas pessoas em minha vida. Sinceramente não importa, quero apenas que continue assim... out.

20070811

estoy en paro

Ah, now I don't hardly know her
But I think I could love her
Crimson and clover


Crimson and clover over and over
Crimson and clover over and over
Crimson and clover over and over
Crimson and clover over and over

(
Eternal return, eternal loop)

20070727

beautiful world

In a beautiful world
You're so fucking special
I wish I was special
But I 'm a creep
I 'm a weirdo
What the hell am I doing here?
I don't belong here

20070724

crosses

Should I smile,
Cuz ur my friend,
Or cry...
Cuz that's all we'll ever be?

20070718

diário online

Como estou com preguiça de escrever a mão:

Deixei de ouvir certas músicas devido à memória e/ou nostalgia que elas levam:

Franz Ferdinand - Take me out
Placebo - Every you every me
Arcade Fire - Neighborhood #2
U2 - Todas
Tribalistas - Grão de amor
Moby - Porcelain
C.C.R - Have you ever seen rain
Sidney Magal - Meu sangue ferve por você
KT Kunstall - Suddenly I see
Keane - Somewhere only we know
Chico Buarque - Valsinha
Eric Prydz - Call on me
Armin van Buuren - Yet another day

Menos do que eu imaginava... devo estar esquecendo algumas.

OUT.

20070715

fear;

Como eu tenho medo. Um medo transcedental.
Dessas coisas do passado. Fantasmas.
Desprender seria fácil. O medo é de se desprender também.
Medo, medo do medo. Cedo à dúvido. A constante dúvida.
Queria eu poder durmir, apenas durmir, acordar no passado.
Viver o passado, amar os fantasmas.
Fazer tudo que eu quis ter feito, sem medo.
Agora tenho medo, também, de que nem nos meus sonhos....
Eu possa fazer mais isso.

20070703

(empty)

You do something to me that I can't explain.
So would I be out of line if I said "I miss you"?

20070702

Ø

(vazio)
Vazio. Jogado na esquina.
Tremendo, inescapando das amarras
do vazio.
Nasci assim, sem crença, sem alma.
Maduro, mas nem tanto, prova
da existencia do vácou.
Ao andar pela rua, apenas esbarro
nas pessoas
e nas coisas
sem eles nem perceberem
que esbarram em algo.
Algo.
Algo é mais que vazio.
Esbarram no vazio.
Quando o vazio emite som,
nem éco há. Nem o inanimado,
responde ao vazio.
Até o negativo é mais significativo
que o vazio.
Portanto:

(....)

20070626

not even friends?

Goodbye, no use leading with our chins, this is where our story ends,
Never lovers ever friends.
Goodbye, let our hearts call it a day, but before you walk away,
I sincerely want to say.

I wish you bluebirds in the spring, to give your heart a song to sing,
And then a kiss, but more than this, I wish you love.
And in July a lemonade to cool you in some leafy glade,
I wish you health, and more than wealth, I wish you love.
My breaking heart and I agree that you and I could never be,
So with my best, my very best, I set you free.
I wish you shelter from the storm, a cozy fire to keep you warm,
But, most of all, when snowflakes fall, I wish you love.
(musical interlude)
I wish you shelter from the storm, a cozy fire to keep you warm,
Most of all, when snowflakes fall, hot damn, I wish you love.
All kinds of love, a whole gang of love.

20070618

Lacunas que o tempo não deixa

Lacunas.
Essas que não se preenchem.
Lacunas de felicidade.
Lacunas, que indicam a falta dessa.
Lacunas, que esqueci, hoje pedem, novamente
para serem preenchidas.
Coitadas delas, o tempo não deixa.
O homem do céu, não deixou.
E agora, o que eu faço? Olho pra frente?
Sabendo que nunca irei terminar o que nunca comecei,
ou nem começarei o que sei que não ocorrerá.
Lacunas, desculpem-me, preenche-lhes com o meu sangue
E este, escorre de meu sorriso.

20070527

elevador

9 da noite. Nessa gélida noite, encontrei uma princesa. Muito refleti. As risadas vinham forçadas para aparentar uma aparencia jovial, atraente, esconder a auto-flagelação mutua do coração e o sistema nervoso. O sorriso aparente disfarçava a tentativa de cheira aquela doce fragrância de menina. Dentro do elevador. Foi não mais que um ou dois minutos. Parecia eternidade. Mentira... pareceu 1 ou 2 segundos, mas 1 ou 2 segundos que poderiam ter sido eternos. E se o elevador tivesse parado? E se... o mundo condicional é tão mais doce, mais vivo. Mais feliz. O abraço de despedida só durou uma eternidade, por que sou assim? Essa pessoa que vive aparentando mas nunca é, o medroso de viver, o medroso de morrer.... E daí se for um devanéio? Mas, oras, é meu devaneio, por que devo perde-lo? Gosto dele, ele me ama de volta, não como a fragracia que desceu comigo no elevador. Desci? Ou será que subi...? Neste pranto mental, no qual me encontro, queria tanta saber, e se... será? Não teria palavras para descrever, nem tempo para entender. Como seria.... desculpe, não há palavras para descrever.

20070428

há.

Há muito tempo escondo-me, cavando buracos na terra fugindo do latido da minha falta de creatividade. Dizem que é pura falta de tempo. Sei que não é, mas finjo que é verdade, esse ideário relativista. Na escuridão, na qual minhas idéias hibernam, estou sonhando algo. Algo que ainda não sei se é sonho ou pesadelo.

20070407

ridiculous

 I have always been ridiculous, and I have known it, perhaps, from the hour I was born. 
Perhaps from the time I was seven years old I knew I was ridiculous.
Afterwards I went to school, studied at the university, and, do you know,
the more I learned, the more thoroughly I understood that I was ridiculous.